O desemprego em Portugal atingiu recentemente uma taxa absolutamente histórica, bem perto dos 10%. Diria que não valerá a pena procurar encontrar culpados ou, ao invés, fingir que nada se passa. Trata-se, de facto, daquela que considero a grande prioridade para o futuro de Portugal e para o futuro da novas gerações: suster o aumento galopante do desemprego.
Esta realidade é tão mais importante quando constatamos que, de acordo com as estatísticas oficiais do INE relativas ao terceiro trimestre de 2009, há 280 mil jovens (com menos de 24 anos) que estão à procura de emprego. E que a taxa de desemprego nesta faixa etária sobe aos 19,2%.
Simultaneamente, há 48 mil licenciados que estão sem emprego e verifica-se que, na geração dos 25 aos 34 anos, o desemprego de longa duração é superior a 50%.
Estes dados revelam, por um lado, uma política desastrosa - de décadas - quanto ao ensino superior e, por outro, a necessidade de se dar prioridade a este flagelo social.
Como ? Apoiando quem cria emprego e concedendo incentivos e benefícios a quem contrata jovens desempregados.
Outros caminhos haverá certamente.
Haja a lucidez de concentrar a actividade política naquilo que verdadeiramente interessa...
