04
Jan 10
Por

João Pinho de Almeida

, às 17:56 | comentar

O governador do Banco de Portugal tem o condão de ser, manifestamente, infeliz nas suas intervenções públicas.  Desta vez, vem defender que Portugal não pode esperar pela recuperação económica para reduzir o défice.

 

Pois, não posso discordar mais. O caminho é exactamente o contrário. Portugal, só pode reduzir o défice se recuperar economicamente. É por isso que é fundamental reduzir a carga fiscal, promover as PME's, promover as exportações, apoiar a agricultura e as pescas, fazer investimento público cirúrgico.

 

Claro que há o caminho alternativo de aumentar impostos, fazer grandes investimentos públicos e abandonar os sectores produtivos. Mas esse foi o caminho que nos trouxe até aqui. E, é daqui que queremos sair.

 


"promover as PMEs"

Que mania, essa das PMEs.

Isto parece conversa de comunistas. Esses é que odeiam o "grande capital" e apenas gostam das pequenas empresas.

Eu diria que é preciso criar um ambiente favorável para TODAS as empresas, sejam elas de que dimensão forem.

As grandes empresas, aliás, têm enormes vantagens: transferem tecnologia e são em geral bem mais cumpridoras das suas obrigações fiscais, laborais e ambientais.

Convido o CDS a abandonar essa conversa lamecha das PMEs. Digam "empresas" e não "PMEs"-
Luís Lavoura a 5 de Janeiro de 2010 às 17:31

Caro Luís Lavoura

As PME's são responsáveis por grande parte dos postos de trabalho, em Portugal. Por outro lado, estão muito mais expostas a uma carga fiscal elevada como a que temos. O CDS, não tem nenhum complexos relativamente às grandes empresas. É uma questão de prioridades e não de opções. A estratégia de promoção das PME's não se faz contra, ou em vez, das grandes empresas.

Luís Lavoura,

Comparar as ideias do CDS com os comunistas parece-me no mínimo ofensivo. O importante é que a economia cresça e que sejam criadas condições para que existam cada vez mais e bons empreendedores. Claro que as grandes empresas são também importantes, mas estas correspondem a uma pequena fatia da economia portuguesa e, além disso, empregam uma pequena percentagem dos trabalhadores. As PMEs empregam a maior fatia... Por isso, o combate ao desemprego passará por investir nas PMEs.

Além de que os maiores problemas na economia portuguesa não residem nas grandes empresas, mas sim nas PMEs. São as PMEs que muitas vezes vão à falência quando o estado não lhes paga a tempo e foi o desaparecimento de muitas destas uma das principais causas do aumento do desemprego.

Parece-me que o CDS não está a desprezar as grandes empresas, mas em termos estratégicos é necessário definir prioridades e focar nos problemas principais. Segundo a classificação em vigor, PMEs correspondem às empresas que têm até 250 trabalhadores. Dado que as empresas portuguesas têm uma média de 10 trabalhadores, parece-me claro que a maioria são pequenas empresas, havendo algumas médias e muito poucas grandes empresas.

P.S.: A meio da escrita da minha resposta parece que o deputado João Almeida se antecipou, por isso há coisas que eu digo que são repetição :)
André Lucas a 5 de Janeiro de 2010 às 18:21

Na última fila da bancada do CDS-PP sentaram-se no primeiro dia, por acaso ou providência, os quatro deputados mais novos da bancada. Juntam-se virtualmente neste espaço para continuar as discussões após o fim dos trabalhos. Junte-se, leia e debata as opiniões dos deputados… Da última fila.
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