06
Fev 10
Por

Michael Seufert

, às 15:50 | comentar

Mário Crespo, nas jornadas parlamentares do CDS, começou por dizer ao que vinha: falar do primeiro ano da administração Obama, tal como o convite que lhe tinha sido dirigido.

E começou, mais ou menos, assim: "Estavam a almoçar o primeiro-ministro e dois ministros no restaurante do Tivoli..." A gargalhada foi geral, mas Mário Crespo explicou-se: Não é possível fazer de conta que as coisas não acontecem, como não é possível que em plena crise Freeport o primeiro-ministro tivesse dado uma entrevista e a jornalista não tivesse feito uma pergunta sobre o Freeport. Não podemos fazer de conta que nada se passou. E continuou com o relato de todo o "Crespogate".

É exactamente a sensação de que não se passa nada que não pode continuar. O que o Sol e o Correio da Manhã publicaram estes dois dias não pode ser respondido com o silêncio o Presidente da República, do Primeiro-Ministro ou do Procurador-Geral da República. As instituições da terceira república têm que funcionar.

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Como é possível que todas as mais altas figuras do Estado deixem passar todos estes escândalos em claro?

Cavaco Silva, Jaime Gama, Noronha do Nascimento, Pinto Monteiro... todos eles demonstram que não estão à altura dos cargos que ocupam.

Para se estar nestas posições é necessário ser-se consensual e imparcial. Ter-se bom senso e sentido de Estado. Ser-se responsável e inteligente. E... que diabo... ter tomates!!
luis melo a 6 de Fevereiro de 2010 às 19:18

Em Portugal a culpa morre quase sempre solteira. Duvido que isto tenha consequências práticas. Possivelmente a única consequência será diminuir ainda mais a qualidade da democracia portuguesa.
Carlos Pires a 7 de Fevereiro de 2010 às 17:34

E o que é que a Assembleia pode fazer? E o CDS, o que poderá fazer?
Paulo a 7 de Fevereiro de 2010 às 18:31

Na última fila da bancada do CDS-PP sentaram-se no primeiro dia, por acaso ou providência, os quatro deputados mais novos da bancada. Juntam-se virtualmente neste espaço para continuar as discussões após o fim dos trabalhos. Junte-se, leia e debata as opiniões dos deputados… Da última fila.
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